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LEILÃO DO SATÉLITE BRASILEIRO FOI UM FRACASSO

As empresas de telecomunicações já esperavam o fracasso do leilão do satélite geoestacionário de defesas de comunicações (SGDC), realizado hoje, 31, pela Telebras, não fosse bem sucedido. O Tele.Síntese conversou com executivos, que disseram não haver apetite no mercado para investimentos vultosos e compromissos de longo prazo. Além disso. há bastante oferta de banda Ka.

A percepção geral é de que o preço, na casa dos R$ 2 bilhões, é alto. Embora pelas regras do edital, nem os concorrentes soubessem qual era o preço mínimo pela capacidade à venda, os empresários calculavam que deveria estar próximo ao que o governo gastou para construir e lançar o satélite – entre R$ 1,7 bi e R$ 2,3 bilhões.

“Esse preço é duas vezes mais alto do que qualquer satélite de banda Ka lançado recentemente”, afirmou um executivo, para explicar porque as empresas chegaram à conclusão de que as contas não fechavam, e por isso desistiram de disputar o leilão.

Além de uma estimativa de preço elevado, os potenciais compradores analisaram que as obrigações estabelecidas (fornecer equipamentos, para o primeiro lote) e atendimento a um mínimo de transponders a serem ocupados (75% da capacidade do lote comprado deveria ser ocupada ao final de cinco anos) para qualquer um dos lotes à venda também afugentaram a iniciativa privada, que não via modelo de negócios que parasse em pé.

“O mercado está com grande disponibilidade de capacidade satelital no momento, várias empresas estão lançando satélites, está bem atendido. As empresas que compram querem capacidade conforme sua necessidade. Quem precisa de conexão no Nordeste não vai investir em algo com obrigação de atender Porto Alegre”, opina Jurandir Pitsch, vice-presidente de vendas para América Latina Sul da SES.
BROTHERS DO AZ

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